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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De volta à selva

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Voltei de viagem há poucos dias, e acabo de lembrar de um texto que escrevi sobre empatia. Nas férias, onde eu estava, não havia nenhuma agitação urbana, nada que seja comparável a São Paulo.

Voltar para casa para trabalhar me deixou impressionado negativamente. Claro que gostei de rever meus amigos e a família, mas falo da agitação daqui. De alguma forma, estar em Belize me deixou mais sensível aos estímulos do ambiente, no sentido de estar mais atento ao que ocorre ao redor de mim. Deve ser a falta de gente por lá, você vai pensar. Lá certamente não tinha esse rio de gente no metrô.

Lembro especialmente da Eliane, que ficava impressionada ao andar de metrô. Acho que entendi o problema: essa agitação só nos tira a paz necessária para perceber nós mesmos.

sábado, 29 de outubro de 2011

Deixe seu site bonito sem saber CSS

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É quase isso: o bootstrap do Twitter permite que você tenha um design bastante elegante sem precisar ser um mestre em CSS. Você só precisa baixar o CSS indicado e colocar no seu projeto. Depois, é só ajustar seu HTML para as classes indicadas. Fácil, fácil.

O que você ganha: design elegante e compatibilidade com navegadores, tudo que você sempre quis do CSS. O Bootstrap está hospedado no Github, e está licenciado pela Apache License 2.0.

domingo, 2 de outubro de 2011

Erro na sincronização da agenda no Android

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Como já disse antes, uso um celular Android da LG, o GT540. Um dia desses, minha agenda do google parou de sincronizar, mas não parecia haver nada errado nas configurações.

Fiquei alguns dias buscando uma solução e nada. Agora, nem me lembro a fonte da informação, mas alguém recomendou o famoso reset, e realmente funciona.

Por isso, se você tiver problemas ao sincronizar sua agenda google no celular, tente verificar se há espaço na memória (para fazer cache) e desative / ative a sincronização com a agenda (configurações - sinc. e contas - sua conta google - calendário).

Nota: Android versão 2.1.

domingo, 18 de setembro de 2011

De volta

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Eu nasci em Mogi das Cruzes. Moramos muitos anos lá, praticamente durante toda minha infância e um pouco mais ainda.

Sempre que volto, sinto como se estivesse revivendo meu passado. E é até curioso como as pessoas que vejo reforçam estas lembranças. É como olhar para mim mesmo e ver as mesmas esperanças, os mesmos sonhos, os mesmos medos, os mesmos problemas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

E o assunto agora é: metrô

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Ando de ônibus e metrô em São Paulo praticamente todos os dias há alguns anos. Que ter metrô perto de onde se quer chegar é muito bom, ninguém discorda, e eu, menos ainda.

É sabido, também, que o metrô opera acima do beirando o limite de sua capacidade. Se você tiver pego metrô alguma vez em horário de pico, já sabe do que estou falando.


Mas o que eu quero dizer, afinal? Bem, para evitar transtornos ainda maiores do os que vemos todos os dias, a estratégia é basicamente de tentar conter o fluxo de pessoas. Por exemplo: liberar poucas catracas para entrar nas estações e a operação Embarque Melhor na estação Sé.


Esta manhã, percebi algo que vejo acontecer todos os dias de um jeito diferente. Na ligação das estações Consolação e Paulista, há esteiras para agilizar o trajeto, já que a distância é razoavelmente grande. Agora o detalhe: sempre tem pelo menos uma esteira desligada. Eu sempre achei que fosse um caso de incompetência, mas considerando o fluxo de pessoas entre as estações e a disponibilidade de trens, pode não ser. Não duvido que seja somente uma maneira de evitar pessoas demais andando nos túneis.


Atenção: você acabou de ler mais um relato de usuário do transporte público de São Paulo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Olhar de macho

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Esta manhã lembrei de uma amiga, a Karina. Quando estamos juntos, as conversas sempre chegam em machismo ou racismo. O fato é que, no ônibus, me peguei olhando a bunda de uma mulher.

Aí pensei: quão machista é um homem olhar a bunda de uma mulher?

O olhar em si, nada. Vejo machismo no que está por trás disso. Não me refiro ao eventual desejo que possa ter havido entre as partes. Esse tipo de coisa poderia acontecer no sentido contrário também (perceba que falo de sensações individuais). O pulo do gato fica nas entrelinhas: uma mulher não fica bem mais feminina usando um decote?

Não tenho a intenção de demonstrar A ou B, mas a resposta certamente é afirmativa num olhar machista. E qual a conclusão? A mesma da maior parte das minhas conversas com a Karina: somos machistas. Todos nós, homens em especial. Curto e grosso.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Da empatia 1

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Semana passada me propus a fazer um exercício de observação. Foi uma experiência interessante.

Antes de mais nada, tentei fazer a observação numa manhã em que estava indo trabalhar (sim, tudo lotado). Primeiro, é fato que os estímulos são muitos; como comentei com minha amiga Cássia, acho que precisaria de mais uns dois cérebros só para conseguir processar tudo.

Como sou engenheiro, acabo vendo muitas coisas sob esta lente. A quantidade de informação para processar é incrível. Quero dizer, seria necessária uma capacidade sobre-humana para entender tudo que há a nossa volta.

É daí que vem minha segunda conclusão: ignorar é muito mais fácil. Muito menos doloroso. Numa cidade como São Paulo, seria preciso abdicar de si para prestar atenção no que acontece do nosso lado, eu ficaria maluco só tentando fazer isso, acho. Isso parece explicar a impessoalidade paulistana (ou seria das grandes cidades em geral?), ou parte dela.