terça-feira, 6 de março de 2012

Da (ir)responsabilidade social

Li um texto muito interessante no Blog do Sakamoto, sobre responsabilidade social:

Em ano de Rio+20, o verde lava mais branco

Eu sempre julguei ter um certo preconceito com esse lance de responsabilidade social, mas lendo o argumento dele, meio que reforço meu pensamento.

Parte do cotidiano de trabalho moderno é mostrar resultados, parte é fazer os resultados disponíveis parecerem extraordinários. Eu tenho a impressão de que isto é mais acentuado no mundo "corporativo", onde as empresas dependem muito da imagem de seus próprios resultados. No caso da responsabilidade social, toda grande empresa vai querer afirmar que pratica a tal da responsabilidade.

O Sakamoto apontou uma diferença nos tipos de ações normalmente chamadas de responsabilidade social. Uma coisa é o investimento social privado, outra coisa é ser socialmente responsável. Investir em creche, ou ajudar instituições de caridade, é investimento social privado. Investir na formação de pessoas, ou capacitar comunidades carentes para ter autonomia financeira, é investimento social privado. Não há dúvidas de que ações como estas fazem bem para a imagem de uma empresa.

E quanto a analisar/prever/minimizar os impactos causados pela própria organização? Isso sim é ser responsável. Isso sim mostra o quanto uma organização se preocupa com a sociedade na qual está. Um exemplo desta preocupação seria garantir que os processos produtivos não geram efeitos colaterais nocivos, como trabalho "escravo", desastres ambientais, corrupção ativa ou grilagem.

Pode parecer meio absurdo um comentário assim, mas vira e mexe a gente fica sabendo de roupa fabricada em condições degradantes sendo vendida normalmente. Por isso, concordo com o Sakamoto: responsabilidade social é muito mais que investir em projetos sociais.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

De volta à selva

Voltei de viagem há poucos dias, e acabo de lembrar de um texto que escrevi sobre empatia. Nas férias, onde eu estava, não havia nenhuma agitação urbana, nada que seja comparável a São Paulo.

Voltar para casa para trabalhar me deixou impressionado negativamente. Claro que gostei de rever meus amigos e a família, mas falo da agitação daqui. De alguma forma, estar em Belize me deixou mais sensível aos estímulos do ambiente, no sentido de estar mais atento ao que ocorre ao redor de mim. Deve ser a falta de gente por lá, você vai pensar. Lá certamente não tinha esse rio de gente no metrô.

Lembro especialmente da Eliane, que ficava impressionada ao andar de metrô. Acho que entendi o problema: essa agitação só nos tira a paz necessária para perceber nós mesmos.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Listas numeradas com sub-tópicos em CSS


Para fazer listas numeradas com html básico, usamos as tags ol e il. A primeira indica uma lista ordenada e a segunda gera o item da lista propriamente dito.

Se usamos um ambiente ol dentro de outro, teremos uma lista com sub-tópicos. Assim:


  1. item 1
  2. item 2
    1. subitem 1
    2. subitem 2
  3. item 3

O código-fonte para esta lista fica assim:



Em editores de texto, é comum aplicar numeração de acordo com a numeração do tópico principal. Dessa maneira, a numeração dos subitens ficaria 1.1, 1.2, 1.3 e assim por diante. Depois de alguma pesquisa, encontrei um jeito simples de fazer isso usando apenas CSS. Veja como fica:

  1. item 1
  2. item 2
    1. subitem 1
    2. subitem 2
  3. item 3

A compatibilidade de navegadores é ampla. Eu postei essa resposta lá no StackOverflow. Confira o código-fonte (HTML + CSS):



sábado, 29 de outubro de 2011

Deixe seu site bonito sem saber CSS

É quase isso: o bootstrap do Twitter permite que você tenha um design bastante elegante sem precisar ser um mestre em CSS. Você só precisa baixar o CSS indicado e colocar no seu projeto. Depois, é só ajustar seu HTML para as classes indicadas. Fácil, fácil.

O que você ganha: design elegante e compatibilidade com navegadores, tudo que você sempre quis do CSS. O Bootstrap está hospedado no Github, e está licenciado pela Apache License 2.0.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Gnome shell no Ubuntu 11.10

O ambiente Gnome foi completamente reformulado na versão 3. Eu instalei o Ubuntu 11.10 assim logo após o lançamento e resolvi testar, além do Ubuntu Unity, o Gnome shell.

Estou achando o conceito bem interessante, mas adianto que é bem diferente da versão anterior. Um aspecto que senti falta em relação ao Unity é a integração dos menus dos aplicativos, no estilo Mac OS. Na verdade, a integração é da barra de título e do menu. Pode parecer bobagem, mas ganha-se um espaço legal com esta integração.

De qualquer forma, estou testando o Gnome shell, e ele está com um conceito mais parecido com aplicativos para navegador. Digo isso mais num sentido de prover o básico e permitir extensões com Javascript e CSS. Os temas e extensões podem ser feitos usando estes recursos. No Ubuntu 11.10, o gnome shell pode ser instalado pelo repositório, através do pacote gnome-shell. As extensões, entretanto, não fazem parte do repositório padrão e elas fazem bastante diferença no uso do shell.

Para instalar as extensões, você pode pode fazer a compilação ou usar um repositório que já distribui os pacotes compilados. Caso queira usar os pacotes, como eu, aí vai:

sudo add-apt-repository ppa:ricotz/testing

Para instalar as extensões, procure por gnome shell extension no Ubuntu Software Center. Os pacotes são baseados na versão estável mais nova disponível do Gnome (3.2), mas ainda são considerados como versões de teste, esteja atento.

Atualização: pode acontecer de uma das atualizações destes pacotes quebrar algumas aplicações, como o editor de configurações avançadas e o gerenciador de atualizações. Se acontecer com você (aconteceu comigo :P), será necessário fazer as atualizações via terminal antes de tudo voltar ao normal. Abra o terminal e digite sudo apt-get update && sudo apt-get upgrade e confirme as atualizações.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aprendendo inglês (e outros idiomas) sem curso

Muita gente me pergunta como eu aprendi a falar inglês. Provavelmente, é pelo fato de eu conseguir me comunicar com facilidade (sem falsa modéstia, tá?). Na verdade, eu sempre fico meio sem saber como responder, já que não frequentei curso de inglês.

Estes dias estive pensando em como responder esta pergunta, e me ocorreu que eu aprendi a falar inglês pela necessidade de comunicar. Explico: por motivos diversos, acabei tendo contato relativamente frequente com estrangeiros, e era necessário falar inglês. Nas primeiras vezes, a coisa não fluiu muito bem, evidentemente. Mas certamente me deu um bom motivo para estudar outro idioma e também oportunidades para praticar.

Se eu fosse formular uma receita, acho que seria mais ou menos assim:

  1. Comece a estudar seu idioma de interesse o quanto antes. Se não puder pagar um curso de idiomas, aproveite ao máximo o idioma oferecido em sua escola.
  2. Busque contato legítimo com o novo idioma. Isso pode ser feito de vários jeitos: lendo livros e notícias, ouvindo músicas, vendo filmes e coisas do gênero. Outra coisa simples mas que pode ajudar é usar seus aplicativos favoritos nesta língua.
  3. Comunique-se. Creio que esta é a parte que mais faz diferença. Por isso, se você tiver condições, receba estrangeiros. Leve-os para passear. Mostre as coisas legais da sua cidade. Ajude-os a escolher lembranças. Ensine expressões em português. Divirta-se.

    Como receber estrangeiros? Comigo aconteceu/acontece meio que por acaso, mas você pode oferecer sua casa como pousada em serviços online, como o couch surfing.

Uma pequena ressalva na receita apresentada: vai ser preciso repetir os passos algumas vezes. E vai ser preciso se esforçar e saber se relacionar ao receber pessoas. Especialmente se a casa não for sua.

E não esqueça de não parar de estudar!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Estações Consolação e Paulista: uma nova Sé?

Tá bem, o título é sensacionalista.

É o seguinte: eu pego metrô todo dia. Ultimamente, sempre fazendo integração na linha amarela.

Para mim, ficou muito mais fácil ir trabalhar, e tenho certeza de também ficou para muitas outras pessoas. Digo isso porque vejo a estação cada vez mais cheia. E acho isso bem positivo, pois mostra o quanto o investimento em metrô é necessário.

Por outro lado, não consigo deixar de observar como engenheiro. E me preocupa um pouco a proximidade da capacidade máxima. Quer dizer, as estações acabaram de ser inauguradas e já acabou o espaço para circulação? E se a demanda aumentar,como fica? Eu já comentei antes sobre como se faz para conter o fluxo de pessoas no metrô, só espero que o futuro não nos reserve uma operação Embarque Melhor, tal qual a da estação Sé.

domingo, 2 de outubro de 2011

Erro na sincronização da agenda no Android

Como já disse antes, uso um celular Android da LG, o GT540. Um dia desses, minha agenda do google parou de sincronizar, mas não parecia haver nada errado nas configurações.

Fiquei alguns dias buscando uma solução e nada. Agora, nem me lembro a fonte da informação, mas alguém recomendou o famoso reset, e realmente funciona.

Por isso, se você tiver problemas ao sincronizar sua agenda google no celular, tente verificar se há espaço na memória (para fazer cache) e desative / ative a sincronização com a agenda (configurações - sinc. e contas - sua conta google - calendário).

Nota: Android versão 2.1.